vidas inteiras dentro do meu quarto.
Frutos àlém da janela
filhotes da amendoeira
bebês-mosquitos, brotam da chuva:
começa onde
cessa
sua vida mosquita.
Com a pressa da sua
infância n a j u v e n t ud e
e l e s g a s t a m
a l i bid o
c o m
m e u s a n g u e
(imaturos)
Sentem-me os cheiros
provam meu gosto
testam meus hábitos e se aquecem,
têm meu hálito.
Benditos mosquitos
mascarados,
moribundos.
Morrem 20,
40 ou mais horas mais tarde quando avermelham,
vampiros alados,
paredes e lençois
zumbis tarados
eles zunem
Corpinhos frágeis
astutos mosquitos
de patas fracas
finas, patas leves
tristes projetos de pássaros com escamas
cinzas.
(sem plumas)

4 comentários:
adorando.
Ricardo, muito bom!
abraço,
chico
eai?
[sim, atores com blog]
[poesia concreta? muito legal...]
e por falar em mosquitos, voltei a postar, pois o meu estava meio que às moscas.
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